Rede de Casais

 

Maridos solitários...esposas solitárias

 

 

 

O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:

 

1)     Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.

 

2)     A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.

 

 

3)     O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.

 

4)     Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas - como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente - se separam ou se divorciam.

 

 

5)     A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extra maritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional - uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto - provoca o isolamento dos cônjuges.

 

6)     A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros.

 

 

7)     Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.
 


A grande maioria dos moradores das grandes cidades - mesmo cristãos - raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:

 

1. Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.

 

2. Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.

 

3. As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.

 

4. Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos podem oferecer apoio e soluções para casos assim.

 

Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados podem e devem ser felizes juntos!

Por Augustus Nicodemus Lopes

 

 

 

10 Dicas para melhorar seu casamento

 

 

Se você deseja melhorar o seu casamento, diariamente precisa tomar atitudes nesse sentido.

Veja algumas atitudes que você poderia tomar a partir de hoje no seu casamento. Se cada cônjuge fizer a sua parte, ambos experimentarão uma relação conjugal bem melhor.

 

Trate o seu casamento de forma singular.

 

Não existe nenhum outro igual ao seu. É preciso, porém, determinar o que é o casamento e o que queremos do casamento.

 

Delete, de vez em quando, o resto de lixo do seu casamento.

 

Nosso problema nesse sentido consiste em juntar até não caber mais, queixas, mágoas, até se tornar insuportável. Viva o seu presente.

 

Ajuste as finanças como um bem comum.

 

Aprenda a manusear o dinheiro como sendo da família, e não de um em particular. Cuidado com as ambições e o secularismo. Ponha Deus em primeiro lugar nas suas finanças.

 

Revigore a comunicação familiar.

 

Desenvolva o senso de humor como uma necessidade diária. Relembre o seu estilo galanteador, e renove a alegria da sua casa todas as manhãs. Cuidado com o ‘nunca’ e ‘sempre’.

 

Descubra a alegria do lazer familiar.

 

Trabalhar é importante, mas não se esqueça do lazer. Passeio com o seu cônjuge ou com sua família. Faça aquele passeio que há muito tempo estão planejando. Descubra formas criativas de lazer na sua própria casa ou na sua cidade.

 

Exercite o diálogo conjugal até o fim.

 

Evite o desabafo com vizinhos e colegas. Diálogo é essencial no casamento, saber dos gostos e do que a outra pessoa não gosta é de suma importância no casamento.

 

Realizem novas luas de mel sem os filhos.

 

Use a sua imaginação indo a um lugar próximo ou a um hotel mais barato ou por poucos dias. Desvencilhe-se do excesso de apego aos filhos. Mantenha sempre a diferença entre a relação paterno-filial.

 

Apresente a sua voluntariedade nos serviços domésticos.

 

Antes de pensar que é o homem ou a mulher, lembre-se que são uma só carne. Descubra o prazer da ajuda mútua. Isto equilibra as forças de poder e mando e as relações afetivas.

 

Continue incentivando sua relação afetivo-sexual.

 

A relação sexual está para o casamento como a calda de ameixa está para o pudim. Em muitos lares é como se o fogo da paixão afetiva já estivesse apagado. Lembre-se dos dias do fogão a lenha, um abano mantinha o fogo aceso e portanto a chama mais duradoura. Contudo a relação sexual depende da felicidade da relação afetiva e permanente.

 

Partilhe com o cônjuge e seus filhos toda experiência do seu crescimento espiritual bíblico.

 

Relembre a decisão de Josué e o testemunho de Noé e ponha Deus em primeiro lugar na sua família. Seja um sacerdote como Jó que apresentava seus filhos em oração a Deus porque podiam ter pecado (Jó 1:5). Relembre Deuteronômio 6 e ensine e pratique a vontade de Deus na sua palavra, sem materialismo, farisaísmo, hipocrisia ou fanatismo, mas a palavra pura e simples, de Deus.

 

Fonte: Estudos Gospel

 

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Os males do divórcio

 

Pr. Sérgio Ricardo, da Central Ministerial da Família, adverte: “o divórcio sempre nos trará mais danos que soluções”

 

 

Vivemos em um tempo difícil e conturbado. A família tem sido alvo da difamação e da desconstrução. Os valores já não são mais os mesmos. Abrimos mão dos princípios morais em função do “ter”. Esquecemos de que devemos “ser”.

 

O divórcio tem sido comumente aceito na sociedade. Aliás, tem sido recomendado como algo terapêutico e viável em qualquer aspecto.

 

Biblicamente falando, não é bem assim!

 

Jesus ao ser indagado por seus algozes, faz uma menção muito linda: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio…” (Mt 19.4), dirigindo a decisão, não para orientações humanas ou circunstanciais. E sim, para o Senhor Deus, que fez o homem e sua mulher, estabelecendo o princípio de “Uma só carne”. Uma aliança perene e eterna. E, o profeta Malaquias expressa o sentimento de Deus sobre o repúdio – Ele, o Senhor, odeia o repúdio (Ml 2.16).

 

“O divórcio é a amputação para os que não se deixaram tratar, enquanto a putrefação tomava conta do corpo”. Li esta frase que me chamou muito a atenção. Trata-se de uma atitude covarde e desleal consigo mesmo, caro leitor. Pois, é a contramão de uma cura, de um tratamento, de uma reconstrução que nos impossibilita de viver harmoniosamente na primeira sociedade que somos inseridos – a família, ainda que, permeada com os defeitos e dificuldades.

 

O divórcio sempre nos trará mais danos que soluções. Você fica mais pobre. Verdade! Se o casal possuía um bem, ou mais, terão que dividi-lo(s) na partilha. O que, em muitos casos, não dá para adquirir mais nada e o recomeçar se torna bem mais oneroso. Trazendo assim um regresso à casa dos pais e ou padrão de vida aquém ao acostumado e conquistado.

 

Você tende a ter problemas emocionais. Não são poucos os casos de pessoas que se separaram que se embrenharam nas veredas da depressão, da ansiedade e outros transtornos psicológicos. E não podemos deixar de mencionar que, quando há filhos, estes são os primeiros a sinalizarem negativamente os reflexos da decisão tomada por seus pais. Outro aspecto é sempre o desconforto de ver o seu ex-conjuge em outra companhia e até, seus filhos, se submetendo a contatos com pessoas inteiramente estranhas ao seu modo e padrões de vida.

 

Você perderá em qualidade de vida. Muitos que se separam, ao tentarem se recompor desta árdua batalha, passam a comer mal, procuram novas amizades, normalmente superficiais e sazonais. Por vezes, trabalham mal e são demitidas de seus empregos.

 

Você se torna refém das armadilhas das trevas. Sim! Nesta hora, o nosso adversário em sua missão – roubar, matar e destruir, aproveitará cada minuto para tentar lhe roubar a paz, a alegria, te afastar de Deus e dos verdadeiros referenciais de amigos. Trabalhará em seu orgulho, a fim de lhe trazer conforto com os prováveis “erros de seu cônjuge”. Em relacionamentos interpessoais NINGUÉM erra sozinho.

 

Observando estas perdas, o conselho que fica é de lutar sempre para termos um casamento e uma família felizes. Quando desejamos a mudança de nosso cônjuge, veremos que, nós mesmos precisamos mudar primeiro. Temos que nos esforçar para estabelecermos uma comunicação satisfatória entre o casal. Defino como comunicação: É a ação de tornar comum. De que forma você tem exposto seus desejos, seus sonhos, suas vontades a seu cônjuge? O casal e a família irão ganhar? Ou só seu “gosto” que deve ser satisfeito?

 

Por isso, também devemos pensar que em uma relação causa/efeito, o divórcio se estabelecerá como uma maldição hereditária em nosso ciclo familiar. Muitos casais, sem perceberem, estão reproduzindo as experiências fracassadas de seus pais, permitindo que passe aos filhos e assim por diante.

 

Posso lhe afirmar: Uma péssima reconciliação é preferível a um bom divórcio. Devemos procurar a terapia certa e o remédio certo no momento certo. A Bíblia Sagrada é para ser lida, mas, principalmente, para ser CUMPRIDA.

 

Ah! E não se iludam! Tempo de casamento e posição não são seguros contra divórcio. Se a grama do vizinho parece ser mais verde, é porque ele tem cuidado muito bem. E você, tem cuidado bem do seu jardim? Nada dura muito tempo sem manutenção.

 

 ::Pr. Sérgio Ricardo

 

 

O Casal Cristão e o Prazer Sexual

 

Segundo pesquisas brasileiras, um terço das mulheres nunca experimentaram o orgasmo e outro um terço, chegaram ou chegam ao orgasmo em algumas relações sexuais.

Partindo do pressuposto cristão de que as relações sexuais devem se dar no contexto do casamento (Hb 13.4) queremos fazer algumas reflexões sobre o tema.

Em primeiro lugar, como cristãos devemos deixar de lado a idéia de que não temos direito a essa bênção. O cristianismo foi influenciado negativamente pela teologia agostiniana que afirmava ser o sexo um mal necessário.

Precisamos cultivar a idéia de que Deus criou o sexo para a procriação, é verdade, mas também o criou para que homem e mulher sentissem prazer no corpo um do outro. Para fortalecer essa idéia, Deus fez com que o livro de Cantares de Salomão fosse incluído na lista dos livros inspirados.

Em segundo lugar, a construção da satisfação sexual deve passar por nós mesmos. Refiro-me à importância de cada um conhecer seu próprio corpo. Conhecer, por exemplo, os seus órgãos sexuais, suas áreas erógenas mais sensíveis. Não estou me referindo à masturbação. Conhecer seu próprio corpo se dá quando nos tocamos, quando lemos a respeito da sexualidade humana.

Em terceiro lugar, o casal que deseja experimentar o prazer sexual deve praticar a comunicação franca sobre o que lhe causa prazer e o que lhe desagrada. Quando um casal mantém um diálogo aberto sobre sua vida sexual, com certeza terão muito prazer.

Outro fator importante é saber que ambos, marido e esposa, têm direito a esse prazer sexual. Paulo, o apóstolo, deixou esse ensinamento quando escreveu que o marido deve proporcionar prazer sexual à sua esposa e essa ao marido (1Co 7.3).

Como afirmamos anteriormente, parece-nos que esse privilégio tem sido, na sua maioria, só dos homens.

Por último, não devemos associar o prazer sexual somente ao orgasmo. Sem dúvida, o orgasmo é o topo do prazer, mas para chegar a esse topo o caminho também é muito prazeroso e deve ser vivenciado intensamente pelos casais.

À luz dessas reflexões, termino lembrando o texto de Eclesiastes 9.7: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da sua vida...”

Por Gilson Bifano - 

 

Saibam Escutar !

 

Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” – Tiago 1:19.

 

Quando temos pouca disposição para ouvir nosso cônjuge transmitimos a impressão de que o que ele pensa e sente não são tão importantes para nós. E assim, quem não quer ouvir se aborrece e quem quer falar se sente desvalorizado e rejeitado. Se isso acontece com você, use um cronômetro mental e procure investir mais tempo para ouvir seu cônjuge de duas formas:

 

Por meio dos ouvidos (você ouve o que ele está dizendo)

e pelo coração (o que ele está sentindo).

 

Desenvolva a habilidade de ouvir seu cônjuge com interesse.

Pare o que está fazendo e preste atenção no que ele está dizendo, ainda que você esteja assistindo seu programa favorito na televisão, ou seu seriado predileto (risos).

Demonstre atenção por meio dos olhos e da expressão facial e corporal. Ele vai se sentir amado, valorizado, compreendido, aceito e apoiado. Essa atitude, ouvir mais e falar menos, vale por mil “eu te amo!”.

Se, de repente, não for possível ouvir o outro naquele momento, diga-lhe: “Eu sinto muito não poder dar a atenção que você merece agora, mas a gente pode conversar melhor tal hora.” A esposa que escuta o marido atinge um excelente nível de segurança e satisfação no relacionamento. Pois, a liberdade de falar com amor, proporcionará ao casal uma comunicação plena e saudável.

 

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Os Sustentáculos do Lar

 

 

Texto: Gn. 2:18-24

Introdução: Vejamos o romance de Shakespeare, Romeu e Julieta, em que o desenvolvimento um tanto emocionante, depois que o leitor ou expectador torce, sonha com o encontro, com o casamento e depois morrem os dois. Para quem gosta de choques psicológicos nada melhor. Mas creio que é assim que funciona o casamento quando ambos morrem para si mesmos e transformam-se em uma só carne (Gn.2:24). E o homem entendeu ao dizer: “Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne”.

Devido a tudo isto, creio que o casamento é a arte de viver juntos. Também a mais difícil. Para muitos tem sido uma grande frustração.

Mas Deus tem as normas para um casamento feliz. É possível um pedacinho do céu aqui na terra. Tê-lo entretanto custam altos investimentos que meios superficiais jamais pagariam.

Analisemos os sustentáculos do nosso lar baseado no lar modelo, o lar edênico.

1 – Compreensão do papel sexual
A Bíblia diz que homem e mulher os criou (Gn.1:27).
É necessário para perfeita harmonia à compreensão do que é homem e do que é mulher. Afim de que não se exija do companheiro o impossível.
Há diferenças importantes quer na natureza, quer nos papéis a desempenhar.
Temos diferenças biológicas, emocionais e comportamentais.
O homem tem o papel ativo e a mulher passiva, ela é intuitiva, detalhista, sensível e ele, mais prático, universal, olhando o geral, não se preocupando com os detalhes que para as mulheres é tão importante.
Ignorar estes aspectos podem prejudicar o relacionamento de forma potencial.

2 – Uma dependência mútua
A maior idiotice que um casal pode cometer é achar que não dependem um do outro.
(Gn.2:24; Sl.68:6).

3 – O sacrifício pessoal
Quando o cônjuge trocar a busca de sua auto-realização da felicidade própria e começar a pagar o preço do auto-sacrifício gozará da verdadeira felicidade.

4 – Uma transparência total
O nosso século esta invertendo a ordem: Quando solteiros estão se expondo, mas ao casarem-se começam a fecharem-se. Digo que o homem e a mulher devem estar despidos da hipocrisia. É necessário que o casal se mantenha aberto para o diálogo, nada de coisas escondidas. Pois, a felicidade conjugal é em proporção da própria entrega e da transparência total.

5 – Unidade absoluta
Gn. 2:24 – “E serão os dois uma só carne”.
Ë misterioso e fantástico, mas é Deus que fez isto, que os somou.
E quando a união é mais completa possível, ela será mais feliz.
É a união no corpo na alma e no espírito. Tendo a mesma fé, orar juntos, congregar juntos, os mesmos objetivos, os mesmos sonhos e compartilhar juntos das vitórias alcançadas.
Jesus é força da suprema união.

6 – A presença de Deus em nosso lar
Deus andava neste lar paradisíaco. Ele comungava com este casal. O dia mais triste para todas as famílias da terra foi quando Deus foi expulso por aquele casal, do seu convívio e comunhão através do pecado. E aí entrou o hospedeiro, satanás, trazendo o egoísmo, violência, alcoolismo, drogas, rebelião, separações, prostituição e outros males.
E que tristeza tornou-se o nosso mundo.

Conclusão: A busca continua de Deus, a obediência de seus preceitos é condição indispensável para um matrimônio feliz
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam (Sl.127:1).

 

 

 

As Cinco Linguagens do Amor

 

 

 

 

 
 

Que bom quando nos apaixonamos por alguém! Os nossos sentimentos são tão fortes e queremos fazer tudo para agradar ao outro. Não somos conscientes dos seus defeitos e fraquezas e estamos convencidos que vai ser sempre assim.

Na realidade, depois de um tempo de estarmos apaixonados (talvez dois anos), os nossos sentimentos mudam. Começamos a ver coisas no nosso cônjuge que nos irritam, e não estamos dispostos a fazer tudo que ele quer. Pelo contrario, é difícil agradar ao outro quando não queremos.

Como é possível manter o amor quando os sentimentos já foram embora?

Todos nós queremos amar e ser amados, compreender mais sobre as nossas necessidades e as do nosso cônjuge, e aprender a amar um ao outro melhor.

De fato, as pessoas são muito diferentes na maneira em que mostram amor e na maneira em que querem ser amados. Talvez você seja uma pessoa que se sente amada quando o seu cônjuge comunica o seu amor através de palavras, mas talvez o seu parceiro não percebe isto e a maneira em que ele comunica o seu amor e através de a ajudar em casa ou com os filhos. Se os dois perceberem o que é importante para o outro, isto vai ajudar o casamento.

Vasos vazios

Emocionalmente todos nós somos como vasos vazios que precisam de ser preenchidas com amor, mas somos preenchidos em maneiras diferentes. Para uma pessoa, receber flores e prendas vai preencher a sua necessidade de amor. Para outra pessoa, intimidade física significa que é amado.

Precisamos aprender como suprir as profundas necessidades de amor do parceiro.

Basicamente as pessoas sentem-se amadas através de uma ou várias das seguintes maneiras:

PRIMEIRA LINGUAGEM DO AMOR: PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO


Elogios verbais e palavras de apreciação são poderosos comunicadores do amor. São os melhores comunicados em forma de expressão direta e simples, como: “Você ficou tão elegante com esse terno”; “Você está muito bem com esse vestido”; “Ninguém faz essas batatas melhor que você”.

Não sugiro que use de bajulação para conseguir o que deseja de seu cônjuge. O objetivo do amor não é obter o que se quer, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem se ama. É verdade, porém, que ao recebermos palavras elogiosas, de afirmação, tornamo-nos mais motivados a sermos recíprocos e a fazermos algo que nosso cônjuge deseje.

Além de elogios verbais, outra maneira de expressar palavras de afirmação é com palavras encorajadoras.

Em determinadas fases da vida todos nós nos sentimos inseguros. Não possuímos a coragem necessária, e esse medo impede-nos de realizarmos certos atos positivos que gostaríamos de concretizar. O potencial latente do seu cônjuge, nestas áreas de instabilidade, talvez espere suas palavras de encorajamento.

Encorajamento requer empatia que nos leva a enxergar o mundo segundo a perspectiva de nosso cônjuge. Devemos, em primeiro lugar, procurar saber o que é importante para ele.

Se desejamos desenvolver um relacionamento precisamos saber quais são os desejos da pessoa amada. Se queremos amar um ao outro, precisamos saber como fazê-lo.

A melhor coisa que podemos fazer com os fracassos do passado é torná-los em simples história. Sim, eles ocorreram, e machucaram. E talvez ainda magoem, mas ele reconheceu seu erro e pediu o seu perdão.

O perdão não é um sentimento, mas um compromisso. É a opção de se mostrar misericórdia e não de se jogar a ofensa no rosto do ofensor. Perdão é uma expressão de amor.

Palavras humildes: quando alguém faz um pedido a seu cônjuge, afirma as habilidades dele. Faz entender que ele possui, ou pode fazer algo, que é significativo ou valioso para o outro. No entanto, quando dá ordens, torna-se um tirano. Seu cônjuge não se sentirá afirmado, mas diminuído.

SEGUNDA LINGUAGEM DO AMOR: QUALIDADE DE TEMPO


Ter um tempo de qualidade com seu cônjuge. Querer ser alvo da sua atenção, que lhe dedique mais tempo e possam realizar algumas atividades juntos.

Qualidade de tempo significa dedicar a alguém sua inteira atenção, sem dividi-la. Não é sentar no sofá e assistir TV. É assentar-se ao sofá, com a TV desligada, olhar um para o outro e conversar, no processo de dedicação mútua. É dar um passeio juntos, só os dois. É ambos saírem para comer fora.

O aspecto central da qualidade de tempo é estar sempre juntos. Não quero dizer simples proximidade. Duas pessoas sentadas em uma mesma sala estão próximas, mas não necessariamente juntas. O estar junto tem a ver com o focalizar a atenção.

Uma conversa de qualidade deve envolver disposição para ouvir e aconselhar, quando solicitado, e jamais de forma arrogante.


Dicas para uma conversa de qualidade:
- Procure olhar nos olhos do seu cônjuge quando ele lhe falar (ajuda a não divagar e comunica atenção);
- Não faça outra coisa enquanto ouve seu cônjuge;
- Escute o “sentimento”. Pergunte-se o tipo de emoção que seu cônjuge sente no momento. Certifique-se de que seu pensamento está correto
- Observe a linguagem corporal. Punhos cerrados, mãos trêmulas, lágrimas, cenho franzido indicam o sentimento;
- Recuse interrupções. Se eu lhe dedicar minha total atenção enquanto você fala, evitarei defender-me a fim de fazer-lhe acusações. Meu objetivo é perceber seus sentimentos e pensamentos. O alvo não é auto defender-me ou permitir que você ganhe uma discussão. A intenção é compreender o outro.


Atividades de qualidade: um dos pontos positivos das atividades de qualidade é que elas possibilitam o armazenamento de um banco de memórias ao qual podemos nos reportar pelos anos futuros. Feliz é o casal que se lembra de uma caminhada feita de manhã ao longo da praia; de uma árvore plantada no jardim; do projeto de pintura dos quartos; da noite em que foram juntos ter aulas de patim e um deles caiu e quebrou a perna; dos passeios pelo parque; de um passeio de bicicleta. Essas são memórias de amor, especialmente para aquelas pessoas cuja primeira linguagem for qualidade de tempo.


TERCEIRA LINGUAGEM DO AMOR: RECEBER PRESENTES


Antes de comprarmos um presente para alguém, pensamos naquela pessoa. O objeto em si é um símbolo daquele pensamento. Não importa se foi caro ou barato.

Símbolos visuais do amor são mais importantes para uns do que para outros. Por esse motivo, existem os que, após se casarem, nunca mais tiram a aliança porém, também há alguns que nem chegam a usá-la. Essa é uma evidência de que as pessoas possuem linguagens do amor diferentes.

Quem tem essa linguagem vive grandes emoções ao receber presentes. Vê neles expressões de amor.

Sem lembranças como símbolos visuais, o amor do cônjuge poderá até ser questionado.

Se a primeira linguagem de seu cônjuge for “receber presentes”, você deve se tornar um expert nessa área.

Não espere uma ocasião especial. Se esta for a primeira linguagem de seu cônjuge, praticamente tudo o que você lhe conceder será recebido como expressão de amor.

Se ele foi muito crítico em relação aos presentes que recebeu no passado, então essa é uma grande dica de que receber presentes não é a primeira linguagem do amor do seu cônjuge.

A presença do cônjuge, em tempos de crise, é o maior presente que se pode dar a um cônjuge cuja primeira linguagem do amor seja receber presentes.

QUARTA LINGUAGEM DO AMOR: FORMAS DE SERVIR


É fazer aquilo que você sabe que seu cônjuge gostaria que você fizesse. É procurar agradar realizando coisas que ele aprecia, expressando amor através de diversas formas de servir.

Jesus deu uma ilustração simples, porém profunda, ao expressar amor através de uma forma de serviço quando lavou os pés dos discípulos.

QUINTA LINGUAGEM DO AMOR: TOQUE FÍSICO


No casamento, o toque de amor existe em várias formas. Considerando-se que os receptores ao toque localizam-se por todo o corpo, um afago amoroso em qualquer parte pode comunicar amor a seu cônjuge.

Seu cônjuge apreciará alguns toques mais do que a outros. Aprenda com ele.

Não insista em tocar de seu jeito e em seu tempo. Aprenda a falar o dialeto do outro, pois alguns toques podem ser considerados desconfortáveis ou irritantes. Não caia no erro de achar que o que lhe traz prazer também trará a seu cônjuge.

As crises propiciam uma oportunidade singular para se expressar amor. Toques afetuosos serão lembrados muito tempo ainda após as dificuldades terem passado. Porém, a ausência de seu toque talvez jamais seja esquecida.

Um gostoso cafuné, andar de mãos dadas, abraços apertados ou não, relações sexuais, tudo isso faz parte das necessidades de quem possui o “toque físico” como sua primeira linguagem do amor.

Por que não falar com o seu cônjuge e tentar descobrir o que você pode fazer para ele sentir-se amado por si, e o que ele pode fazer para você sentir-se amada por ele?

As cinco linguagens do amor - por Gary Chapman (extraído e adaptado)

 

 

 

ALICERCES DO CASAMENTO

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.” (Gn 2:24,25)

Quando Deus criou o casamento, Ele o fez para que homem e mulher pudessem completar um ao outro em suas necessidades espirituais, emocionais, intelectuais, físicas e sociais. Para que o casamento cumpra o propósito é necessário, porém, que esteja alicerçado na Rocha que é Jesus.

O alicerce é a base sobre a qual se constrói um muro, uma casa, um edifício. A Bíblia diz em Lucas 6:48 “É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.”

O fato é que quando casamos trazemos toda a carga familiar que adquirimos em toda a nossa criação. Normalmente não aprendemos que só devemos conservar essa herança familiar se ela for boa e o que acontece é que preservamos conosco o bom e o ruim, o que pode prejudicar o relacionamento conjugal. Portanto, para a realização plena da aliança é necessário amadurecimento e emancipação (Gn 2:24).

Ao formarmos uma família, devemos aprender a tomar as decisões em casal, sem nos deixar influenciar pelas posturas de nossos pais e familiares. E para isso é preciso libertação de algumas amarras que muitas vezes tentam prender os cônjuges.

O casal deve buscar fortalecer um ao outro, tendo como prioridade gerar amor, comunhão e respeito no dia-a-dia. Tudo na aliança vem através da dedicação mútua e é alcançado quando o homem e a mulher decidem:

1. Deixar a dependência emocional.

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.” (Gn 2:24)

O casal, após firmar aliança, não deve morar com os pais de nenhum dos cônjuges, mas precisam ter em mente que construir uma família fala de viver um para o outro, cuidando um do outro. A provisão para o lar virá do trabalho dos dois e não mais dos pais, como antes.

2. Deixar os hábitos e heranças espirituais da família.

“...sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais...” (I Pe 1:18).

Muitas vezes, em virtude da convivência com os pais corremos o risco de nos tornarmos vítimas de um comportamento que poderá nos aprisionar por toda a vida. E ao entrarmos no casamento precisamos renovar a mente com base na Palavra de Deus.

Não podemos preservar conosco o que não é bom, por isso decida romper com todos os hábitos e heranças espirituais que você adquiriu em sua família que não contribuirão de forma benéfica para o seu relacionamento conjugal. Construa seu casamento firmado na Rocha.

3. Deixar a influência de certas palavras

“A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Pv 18:21)

No decorrer de nossas vidas recebemos muitas palavras que são contrárias ao propósito que Deus tem para nós. Quantas palavras que foram liberadas no reino do espírito e acabaram nos influenciando, de forma errada, a maneira de pensar e de agir. Essas palavras podem interferir no relacionamento e portanto, devem ser renunciadas.

A língua maligna destrói o caluniador, o caluniado e o ouvinte e a morte causada por essas palavras, na maioria das vezes não é física, mas é mortal, porque nem sempre pode ser vista, por isso mata a alma.

4. Deixar problemas de relacionamento familiar

“...tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem; e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura.” (Hb 12:15,16)

Muitas pessoas foram vítimas de agressões físicas, emocionais, sexuais e hoje carregam amargura na alma, lembranças dolorosas que podem afetar os sentimentos em relação aos pais e conseqüentemente em relação ao cônjuge.

A amargura prejudica o lar e impede que as bênçãos cheguem até o casal. Portanto, não alimente sentimentos negativos em sua vida, busque a cura de Deus para que você e o seu cônjuge tenham a melhor família de toda a terra.

Faça o conserto que for preciso, mas decida pela cura. A cura é o único meio pelo qual todo o peso do passado é removido. Precisamos arrancar todas as raízes de amargura que foram construídas no passado, porque toda raiz de amargura produz frutos amargos e nós fomos chamados a viver uma vida de plenitude, Jesus conquistou essa vida na cruz do calvário.

Deus tem bênçãos para a família de Gênesis a Apocalipse. Como Seus filhos temos um direito e uma herança de vivermos cada uma dessas bênçãos. Não abra mão de ter uma família alicerçada nas bases que a Palavra apresenta. Usufrua as benécies de Deus para o seu relacionamento conjugal, dessa forma vocês só têm a ganhar