Infantil

 

A CASA CONSTRUÍDA SOBRE A ROCHA










Base Bíblica: Mateus - Capítulo 7

Versículo para memorizar: “Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha”. Mateus 7:24



A HISTÓRIA



Crianças, alguém aqui já viu uma casa sendo construída?
Quem já viu uma casa em construção? Certamente quase todos nós. Mas, quem já viu bem de perto, parou para ver, o trabalho que os homens fazem quando estão construindo uma casa ou um prédio? 



Que ferramentas os homens usam? Eles limpam o terreno, aplainam, marcam os seus limites e começam a construir os alicerces ou as suas fundações. 
Às vezes, usam muito concreto e ferro apropriado, para que fique uma construção bem sólida. 

 


Certa vez, quando Jesus estava ensinando as pessoas, Ele lhes contou uma história sobre dois homens que construíram as suas casas. 

 

 

 

Um construiu sobre a ROCHA e o outro contruiu sobre a AREIA.

 


O PRIMEIRO HOMEM: construiu sobre uma rocha, cavou uma vala profunda e fez o alicerce bem sólido. Era um terreno bem firme e a casa foi sendo construída de uma forma muito segura, até ficar pronta. Porém, veio uma tempestade muito forte.

 


O vento fazia uh...uh... uh..., os relâmpagos brilhavam no céu, os trovões faziam tremer, e a chuva caía fortemente. Os rios foram enchendo, enchendo e transbordaram. E a água bateu contra aquela casa, mas nada aconteceu com ela, porque FOI construída sobre uma rocha.

 


O SEGUNDO HOMEM, porém construiu sua casa sobre a areia, sem alicerces. E quando veio a tempestade, aquela casa que não estava firme, desabou.

Quando Jesus
contou essa história, Ele queria ensinar às pessoas
uma importante lição:

“TODO AQUELE QUE VEM A MIM E OUVE AS MINHAS PALAVRAS E AS PRATICA, É SEMELHANTE AO HOMEM QUE CONSTRUIU A SUA CASA SOBRE A ROCHA. MAS O QUE OUVE E NÃO PRATICA É SEMELHANTE AO HOMEM QUE EDIFICOU UMA CASA SOBRE A TERRA SEM ALICERCES”.

Conclusão: Então crianças, quando vierem as dificuldades, voces devem saber que aquele que constrói a sua vida (casa) sobre a rocha (que é Cristo) fica firme e não cede à tentação, mas o que construiu sobre a areia, não tem firmeza e é logo derrubado. 
Que Jesus abençoe a cada um de vocês, para que possam aprender cada dia a obedecê-Lo. Que obedeçam também aos seus pais e professores! Assim, estarão construindo a casa de vocês sobre a Rocha, a verdadeira Rocha que é Jesus. 

 

 

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Floco de Neve a ovelhinha amada

 

 

Baseado na Parábola da Ovelha Perdida em Lucas 15:3-7
 

 bé, bé, bé... Seu nome era Floco de Neve. É uma história que uma pequena ovelhinha. Ela morava junto com sua família: a mamãe ovelha e talvez seus irmãos  e muitos outros amigos e parentes.


Mas onde Floco de Neve morava era uma região deserta. Não tinha água, nem grama, só areia.  Por isso, logo que o sol aparecia lá no horizonte , o pastor abria a porteira e chamava suas ovelhas. Elas iam saindo uma a uma e faziam uma fila atrás do pastor.


Então eles caminhavam por muito tempo. Subiam e desciam morros, atravessavam estradas e caminhos e, finalmente, quando Floco de Neve não agüentava mais de fome, chegavam numa campina verdinha. O pastor parava e se assentava  na grama, enquanto suas ovelhinhas comiam muita grama até a barriga ficar cheia. Então, elas deitavam na relva macia e dormiam felizes ao sol. 


Mais tarde, quando acordavam, Floco de Neve e outras ovelhinhas  ficavam brincando perto da sombra  de uma enorme árvore. Depois comiam bastante outra vez e, no final da tarde o pastor as chamava de novo. Ele as levava até um riachinho onde todas bebiam muita água fresquinha e de lá, voltavam para casa. Quase sempre chegavam quando já estava escurecendo, para dormir no curral.


Um dia, enquanto as ovelhinhas bebiam água  para voltar para casa, Floco de Neve, quis conhecer melhor aquele lugar. Ela se afastou só um pouquinho do rebanho e viu um monte. Subiu correndo e de lá de cima  viu o céu azul, viu as montanhas do outro lado, viu algumas campinas e uma estrada. Ficou só um pouquinho ali e, quando ia descendo, não se lembrava mais qual o caminho. Começou a balir (bé, bé, bé) Mas ninguém a escutava.


Rapidamente escureceu e um vento forte e gelado começou a soprar. Floco de Neve estava com medo e procurou um lugar para se abrigar; foi quando escorregou e caiu. Caiu até ficar presa num galho que a machucava. Tinha medo de se mexer e cair mais ... mas seu corpo doía!

 

Pobre Floco de Neve! Estava perdida, com frio, com medo e não sabia mais voltar para casa. Começou a balir, balir até ficar rouca. Porém, havia ninguém para escutá-la. Ou havia? De repente, no meio do escuro da noite ela viu a fraca luz de um lampião que se aproximava. Sentiu duas mãos puxando-a para cima e alisando seu pelo, abraçando-a e apertando-a contra o peito, enquanto falava-lhe mansamente.


Sabem quem era? Isso mesmo! O pastor. Ao guardar as ovelhas naquela tardinha, ele sentiu a falta de Floco de Neve. Fechara muito bem a porta do curral e correra de volta procurando sua pequenina ovelha.


Jesus contou esta história  e disse que Ele é o Bom Pastor. Por isso, quando você se sentir perdida, quando desobedecer, lembre-se que Jesus, o bom Pastor, ainda a ama e a quer de volta bem pertinho dEle!


Vamos agradecer-Lhe por seu interesse por nós.

 

 

O Barquinho



Era uma vez um menino chamado Toninho. 

Toninho morava perto de um rio, e por isso, gostava muito de barcos. 

Ele sempre fazia barquinhos de papel, mas eles acabavam se desmanchando na água. 

Um dia, enquanto caminhava pelas ruas da pequena cidade onde morava, ele viu na vitrine da loja um barco bem bonito, do jeitinho que ele queria.

 

Toninho entrou na loja e perguntou o preço do barco ao dono da loja. 

Era um valor muito alto e Toninho não tinha o dinheiro para comprar ao barco. 

Saiu muito triste da loja. Foi no caminho que teve uma idéia. Iria construir o seu próprio barco, mas não de papel, como das outras vezes. Agora ele iria construir um barco de madeira. 

Por vários dias, Toninho, juntamente com o seu pai, construiu um lindo barco, o qual ao término foi pintado com cores alegres. 

Os olhos de Toninho brilharam de alegria ao ver o belo barquinho colorido. Ficara lindo. 

Com todo cuidado, Toninho colocou o barco no laguinho, que ficava perto do rio. E ali, brincava alegremente com o seu barquinho. 

Um dia, quando Toninho brincava com o seu barco, veio uma forte tempestade, que levou o barco de Toninho para o rio. Toninho tentou alcançar o barco, mas foi em vão. As águas estavam muito agitadas e levaram o barco para longe. 

Toninho ficou muito triste. O pai até queria fazer outro barco, mas Toninho queria aquele, porque ele tinha gostado muito dele. Outro barco não seria a mesma coisa. 

Toninho ficou a caminhar tristemente pelas ruas da cidade, quando, de repente, ao olhar para uma vitrine de uma loja, viu um barquinho muito parecido com o seu. 

Ele entrou na loja e pediu ao vendedor para mostrar o barquinho. Toninho pegou o barquinho nas mãos e examinando-o cuidadosamente, concluiu: 

- Esse é o meu barquinho. 

O vendedor sorriu para o menino e disse: 

- Esse barco pode ser seu, garoto, mas tem que pagar o preço dele. 

Toninho, entre lágrimas, tentou explicar o ocorrido para o vendedor. Mas, o vendedor disse que para Toninho ter o barco de volta, ele teria que pagar o valor do mesmo, porque aquele barco agora pertencia à loja. 

Toninho saiu da loja muito triste, pensando o que fazer para conseguir o seu barco de volta. Decidiu que iria trabalhar muito, até ajuntar o dinheiro e comprar o barco. 

E assim Toninho fez. Por vários dias, Toninho trabalhou incessantemente como entregador, limpador de calçadas, etc. Até que um dia, conseguiu ajuntar o dinheiro para comprar o seu barquinho. 

Toninho foi apressadamente a loja, com medo de não encontrar o barquinho. Mas... para a sua alegria, o barco ainda estava lá. 

Toninho entregou o dinheiro ao vendedor que lhe deu o barco em troca. 

Toninho tomou em seus braços o barquinho, dando um suspiro aliviado, e disse: 

-Meu barquinho querido! Você é meu duas vezes. A primeira vez, porque eu te construí e agora, a segunda vez, porque eu te comprei. 

Essa história é semelhante a nossa vida. E poderíamos dizer que somos como aquele barquinho. Um dia, Deus fez o homem com muito amor e carinho, mas a tempestade (pecado), separou o criador da criatura. Mas... Deus, o criador teve um plano e através de Jesus Cristo, seu filho, Ele pôde trazer o homem de volta para os braços do criador. 

Muitas pessoas ainda andam longe do criador, mas Deus espera ansiosamente para tomá-lo em seus braços amorosos, porque o preço já foi pago através do sangue de Jesus, derramado na cruz por causa dos nossos pecados.

 

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O SURDINHO

A meninada toda estava na rua. Como era divertido brincar com o surdinho!
- Sur-di-nho! Sur-di-nho! - chamavam os meninos.

E batiam nele de um lado e de outro. O menino surdinho até ficava tonto. Os garotos às vezes caçoavam tanto dele, mas tanto, que o surdinho corria pra casa, chorando, chorando. Um dia os meninos abusaram demais. Chegaram até a lhe dar tapas, pisar nos pés, beliscar e empurrar com tanta força que surdinho caía no chão.

Queria ir para casa, mas não podia... Os moleques o agarravam... Assim que conseguiu escapar, fugiu, deixando os moleques rindo e caçoando dele. Mamãe - vocês sabem como são as mamães - logo percebeu que alguma coisa não ia bem. Correu e abraçou Surdinho.

- Que foi filhinho, que foi?
Ele também abraçou a mamãe e chorou muito, muito. Depois enxugou os olhinhos, ameaçou um sorriso, jogou um beijo para mamãe e saiu. Ela estava fazendo o almoço e com gestos falou que ele não demorasse. Mamãe ficou em casa com um aperto no coração.

Surdinho passou escondido pela rua. Quando viu um menino, entrou num jardim até que o garoto sumiu. Olhou dos lados e não viu ninguém. Começou a correr, até ficar muito cansado. Daí começou a andar devagar. Estava tão distraído que nem sabia por onde andava. Seu coraçãozinho estava muito cansado. Sabem? Ele se achava fora da cidade. Longe, não?

De repente, Surdinho viu o trilho do trem. Começou a andar nele e a se equilibrar. Pulava nas madeiras que seguravam os trilhos. Achou tão gostoso brincar ali, sozinho, que até começou a sorrir. E pulava, pulava e ria bastante. Era a primeira vez que isso acontecia.

Sua mãe, lá em casa ficou aflita, e cada vez mais aflita. Lembrou-se do Surdinho, da sua tristeza, e pensou: "Está acontecendo alguma coisa com ele. Saiu correndo para a rua. Viu os meninos brincando.

- Hei, sabem do Surdinho?

- Não está em casa?

- Não, ele saiu e não voltou. Ajudem-me a procurá-lo.

Surdinho continuava correndo pelo trinho, rindo, rindo.

- Piuiiii! - apitou o trem, lá longe.



Mamãe ouviu aquele apito e gritou:

- O trem, o trem!

Ela correu em direção à linha do trem. Os meninos foram atrás.

- Piuiiiiiiii! - apitou o trem mais forte, mais perto.

De longe mamãe viu Surdinho pulando e o trem se aproximando. As crianças começaram a gritar. Ficaram desesperadas. Queriam passar na frente do trem. Mamãe, chorando, gritou:

- Filhinho!

O maquinista do trem viu o menino, tentou brecar, mas não deu tempo...

O Surdinho morreu! Mas morrer é simplesmente ir morar no céu, com Jesus, um lugar lindo e maravilhoso. Agora Surdinho estava feliz no céu. Agora ninguém caçoava dele e podia ouvir tudo, tudo. Ouvia a voz de Jesus, tão meiga e amiga. 

Os meninos choravam arrependidos. Haviam maltratado tanto o Surdinho que ele fugiu para longe e o trem o matou. Agora o jardim perdeu a graça. A rua ficou triste sem Surdinho. As crianças não quiseram mais brincar na rua. Nunca mais caçoaram de outro menino. Nunca mais jogaram pedra num aleijado. Nunca mais riram de um bobinho. Nunca mais bateram num surdinho. Nunca mais, nunca mais.

E vocês? Têm tratato sempre com bondade e alegria as pessoas que são aleijadas, ou têm algum problema? Quando você vir alguém assim não critique nem dê risadas. Ao invés de você criticar, ore por ele. Jesus ensinou claramente que devemos amar uns aos outros. Quando alguém abusa de nós, devemos pagar o mal com o bem. Jesus promete recompensar-nos se assim fizermos.

 

Fonte: A história "O Surdinho" é de autoria de Esther Martins Pereira publicada pela Book Press Editora.  (procure na livraria mais próxima e não deixe de adquirir)